25.09

DIÁRIO DE BORDO

Dia 19 – Windsor

Adiamos para hoje, terça-feira, nossa visita a Windsor, a cidade dos contos de fada contemporâneos, onde princípes-sapos se casam com lindas mulheres-princesas, porque descobrimos que nas segundas não tem troca de guarda em frente ao palácio.

Valeu a pena. A função toda de ver os guardas marchando pela cidade, tocando seus tambores e cornetas (na ausência de maior clareza sobre os reais instrumentos), é bem memorável. Chegamos na cidade pelas 10h30, jogo rápido de trem (uns 40 minutos de casa), e conseguimos nos posicionar em um bom lugar para assistir o rápido parade das 11h.

Resolvemos não entrar no castelo propriamente dito, nem tanto pelo preço (21 pounds), mas pela impressão de que não valeria muito a visita com nosso time infantil a bordo. Apelamos para a boa e velha busca por playgrounds (fica a dica: não dá para andar por aqui sem um bom pacote de dados no celular que permita usar os mapas). Achar um playground é como encontrar uma mina de ouro, símbolo de momentos de lazer e tranquilidade para quem viaja acompanhado de filhos pequenos.

Claro que Windsor, lindinha como é, também teria uma pracinha nice and fun para oferecer. Fomos para lá. No caminho, ainda esbarramos numa igrejinha, onde as meninas entraram e foram bem recebidas (a capela dos casamentos da realeza, St. George’s, fica no castelo, então só para quem paga ingresso). Em tempos de intolerância, gostei do cartaz na porta.

 

IMG_4867

Dali saímos para matar a vontade das avós de comer fish & chips – mais especificamente cod fish na cerveja pale ale com batatas fritas e purê de ervilhas. Mais típico não há.

IMG_4869

A volta rendeu história. Nos demos conta de que havia acontecido algo estranho com os bilhetes do trem. Como de costume, usamos nosso Oyster card ao sair de Londres; só que, ao chegar em Windsor, não havia como dar “saída” do trajeto percorrido de trem. Fui me informar com o fiscal e descobri que havíamos, sem querer, cometido uma infração. O Oyster não é válido lá, deveríamos ter comprado uma passagem à parte. Educadamente, o guarda me explicou como teríamos que fazer para desfazer o problema agora.

Durante a viagem, porém, acho que ele ficou com pena de nos causar esse embaraço (duas “senhoras” + dusas crianças pequenas, tão sinceras no seu pequeno delito) e disse que, se na estação alguém complicasse, era só dizer para falarem com ele. Perguntei, então, o nome dele, caso precisasse. “Just say the guard; there’s only one in the train”.

Enquanto isso transcorria, a Virginia tinha levado a Laura – sempre apertada – para o banheiro. Na volta, Dona Silvia contou as novidades para Virginia. Tudo estava resolvido, era só dizer que o Edgard tinha autorizado.

Segue 27.09