Minha mãe me mandou uma mensagem para me lembrar que ontem fez um ano do dia em que eu tive um piripaque e fui levada de ambulância para a emergência da NYU, enquanto o Christian se desabava pela 7ª avenida para tentar chegar a tempo de me acompanhar. Nunca se soube por que, mas eu desmaiei numa loja de artigos de festa em NY, acompanhada das pobres da Laura, à época com 1 ano e 10, e da minha mãe.  Lembro nitidamente da sensação súbita de me sentir mole e com sono, a consciência in-and-out, breves apagões, até que bum…apaguei e só fui acordar na ambulância.

Um ano depois e uma filha depois, a saúde aparentemente intacta, só tenho a agradecer. Ainda bem que a minha mãe estava comigo naquela hora e que a Laura era muito pequena para entender ou mesmo lembrar do que aconteceu. Ainda bem que o Christian estava lá para cuidar de tudo. Quando voltamos para o apartamento, tarde da noite, a Laura estava linda, de pijama novo, dormindo com a avó como se nada tivesse acontecido.

A gente deseja saúde aos outros e fala que saúde é tudo, mas parece que só nesses momentos consegue sentir isso de verdade. Penso na loteria que é ter filhos saudáveis e na atenção que requer mantê-los assim. E que mesmo com sorte no início e cuidado no caminho, a jornada ainda pode trazer surpresas desagradáveis e pôr tudo a perder num segundo.

Ter filhos não exige só tempo, paciência, dinheiro, saúde, entrega, amor, disponibilidade. Exige coragem.

 

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